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    Portugal está a criar empregos

    18.05.2017





























    Portugal está a criar empregos

    Pensando no Sul da Europa, quais são as oportunidades para 
    estes países, nomeadamente para Portugal?
    Stefano Scabbio: Em Portugal, há pessoas muito bem formadas em tecnologias de informação e de comunicação (TICs) e, por isso, está a tornar-se um país muito interessante. Esta área está a trazer muito valor para o país e há um bom nível de competitividade. Mas mais do que falar de empregos, é preferível falar de competências porque os empregos estão a mudar. Os países do Sul, como Itália e Espanha, ainda estão a olhar muito para a proteção do emprego o que é errado. Precisamos de munir as pessoas de competências de modo a tornar a sua empregabilidade mais fácil no futuro próximo.

    Mas isto não é suficiente...
    SS: Não. Também temos de ter a capacidade de criar novos empregos, o que é um desafio para a maioria dos países do Sul. Mas Portugal está a fazê-lo muito melhor do que Itália. Espanha também está a ter um bom desempenho, mas não tão bom como Portugal. No vosso país creio que estão a ser bem-sucedidos devido à combinação de ordenados baixo, uma boa taxa de impostos, as competências certas e a tecnologia.

    O que pode ser feito para ajudar as pessoas a adquirem as chamadas soft skills?
    SS: A ManpowerGroup tem, por exemplo, uma plataforma gratuita, que é a powerUdigital.com, onde há cursos de competências digitais e soft skills. Já começámos a lançá-la em Itália e Espanha e também queremos lançá-la em Portugal. Destina-se sobretudo às gerações mais novas, para as ajudar a adaptar às exigências atuais. De outra maneira estaremos a aumentar tensões e populismos, assim como a aumentar o gap entre aqueles que têm competência e os que não têm. Essencialmente, temos de mudar a nossa perspetiva: não nos centrar nos empregos, que é a abordagem antiga, mas dar mais valor ao desenvolvimento da carreira.

    "EM PORTUGAL, HÁ PESSOAS MUITO BEM FORMADAS EM TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E DE COMUNICAÇÃO (TICS) E, POR ISSO, ESTÁ A TORNAR-SE UM PAÍS MUITO INTERESSANTE"
    Stefano Scabbio

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    “VAMOS ASSISTIR A UMA MUDANÇA DE PARADIGMA, POIS, OS RECURSOS HUMANOS, APESAR DE MELHOR PREPARADOS, SÃO HOJE MAIS ESCASSOS”
    Nuno Gameiro

    Em que medidas as tendências de que falámos com os responsáveis internacionais da ManpowerGroup: revolução das aptidões/ learnability / paridade de géneros já são uma realidade em Portugal?
    Nuno Gameiro: Estas tendências fazem parte do mundo do trabalho e Portugal não constitui exceção. Efetivamente, existe uma constante transformação nos agentes dos modelos de negócio e nos seus comportamentos, o que obriga a que novas competências tenham de ser exibidas pelos trabalhadores, tal como é abordado no estudo “Revolução das aptidões”. Um exemplo muito prático, está no canal de comunicação preferencial dos clientes, ou seja, a mudança da voz para o escrito, obriga à necessidade de desenvolver essa capacidade comunicacional (escrita) e a vontade que os indivíduos têm de fazer evoluir as suas próprias capacidades, bem como a velocidade de adaptação. No estudo realizado sobre a learnability, foram focadas estas novas realidades e que apontam a necessidade de ter um quociente de learnability que potencie o desenvolvimento do quociente emocional e do quociente de inteligência. Relativamente à paridade de géneros, é incontornável que diferentes perspetivas e abordagens sobre um mesmo tema trarão melhores soluções, pelo que, esta variável é também uma realidade no nosso país para a qual devemos criar as condições, sendo que no nosso caso em concreto já o estamos a fazer. Aliás, garantindo a paridade de géneros, vai-se potenciar a capacidade de consumo de uma larga fatia da população portuguesa, estimando-se que isso tenha reflexos muito positivos no PIB.

    Outro aspeto seria sobre o que as empresas portuguesas devem fazer para se preparar.
    NG: As empresas portuguesas, hoje mais do que nunca, têm de conhecer as reais capacidades dos seus trabalhadores, por forma a que possam definir o caminho que devem percorrer para atingirem os objetivos do amanhã. Obviamente que vamos assistir a uma mudança de paradigma, pois, os recursos humanos, apesar de melhor preparados, são hoje mais escassos, pelo que:
    Por fim gostava que explicasse a evolução da vossa atividade em Portugal e perspetivas para o futuro.
    NG: Presente em Portugal em regime de franchising desde 1962, foi recomprada pelo Grupo em 2008 e a atual equipa de gestão entrou em meados de 2009, sendo que desde então a ManpowerGroup Portugal tem tido um crescimento sustentado, passando duma faturação anual de 5M € para uma superior a 120M €. A estratégia inicial definida assentou num crescimento agressivo, por forma a ocupar um lugar de destaque no mercado nacional, sendo que numa segunda fase, os objetivos passaram por diversificar o portfolio de soluções especializadas a apresentar ao mercado. Hoje, os nossos objetivos passam por consolidar a qualidade do serviço que prestamos a clientes, trabalhadores e candidatos, sendo que as nossas preocupações de futuro, assentam em cinco vetores: human age, transformação digital, learnability, paridade de género e revolução das aptidões.

    Acho que faz sentido explicar a família de marcas e a vossa estratégia de branding diferenciado também.
    NG
    : A ManpowerGroup passou de uma empresa de trabalho temporário, para uma empresa com uma oferta diversificada em soluções de Recursos Humanos. Em Portugal temos três marcas e estamos prestes a abrir a quarta (Right Management):
    A Marca Group Solutions disponibiliza soluções e projetos de outsourcing, sobretudo em atividades funcionais intensivas passíveis de serem externalizadas, com necessidade de recrutamento em grande escala, partilhando desta forma, com os clientes, os riscos e as compensações inerentes às operações. A promessa da Group Solutions consiste nos ganhos de produtividade e rentabilidade dos clientes, através do recrutamento e gestão de equipas constituídas pelas pessoas mais competentes para o desempenho das funções.

    A marca Experis disponibiliza soluções de alto impacto em recrutamento especializado e desenvolvimento de projetos em
    outsourcing que ampliam a competitividade dos clientes e candidatos que acompanha. A promessa da Experis consiste no acesso a profissionais altamente qualificados, através da sua expertise única para atração, avaliação, análise e colocação de perfis especializados que contribuam de forma decisiva para o crescimento da empresa.

    A marca Manpower disponibiliza soluções de alto impacto de recrutamento e gestão contratual, flexíveis e abrangentes, que ampliam a competitividade dos clientes e candidatos que acompanha. A promessa da Manpower consiste na agilidade de um conjunto de soluções, pontuais ou estratégicas que respondem às necessidades de clientes de todas as dimensões.


     
    Em RH Magazine, edição maio/junho 2017
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