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ManpowerGroup Employment Outlook Survey 3T26

Written by ManpowerGroup Portugal | Jun 9, 2026 5:00:00 AM

Mercado de trabalho português mantém a resiliência, mas empresas travam contratações perante contexto internacional mais incerto

Conclusões do ManpowerGroup Employment Outlook Survey: 3º trimestre de 2026

  • A Projeção para a Criação Líquida de Emprego[1] em Portugal fixa-se nos +18%, menos 11 pontos percentuais que no trimestre anterior;
  • Construção & Imobiliário, Tecnologia & Serviços de IT e Indústria apresentam as perspetivas de contratação mais robustas 

Apesar de continuarem a antecipar um mercado de trabalho positivo para os meses de julho a setembro, os empregadores portugueses revelam sinais de maior prudência nas decisões de contratação. A Projeção para a Criação Líquida de Emprego situa-se nos +18% para o terceiro trimestre de 2026, segundo os dados mais recentes do ManpowerGroup Employment Outlook Survey, com 47% dos empregadores nacionais a afirmar pretender manter as suas equipas, face a 35% que planeiam aumentar e 17% que anteveem reduzir.

Esta Projeção reflete um abrandamento nas intenções de contratação, diminuindo 11 pontos percentuais face ao trimestre anterior. Traduz igualmente um maior pessimismo dos empregadores nacionais, do que o observado noutros mercados, com a Projeção nacional a situar-se oito pontos percentuais abaixo da média global (+26%). Ainda assim, o indicador permanece acima do registado no mesmo período de 2025, quando o sentimento dos empregadores caiu para os 16%.

Evolução na Projeção para a Criação Líquida de Emprego (2020-2026)

Os resultados surgem num contexto internacional marcado pelo aumento das tensões geopolíticas, pela subida dos custos energéticos e pelo abrandamento económico em vários mercados europeus. Apesar destes desafios, Portugal continua a apresentar sinais de resiliência económica e laboral, mantendo intenções de contratação positivas em todos os setores, regiões e dimensões empresariais analisadas.

Os resultados deste trimestre mostram que as empresas portuguesas continuam a contratar, mas estão a adotar uma postura mais cautelosa perante um contexto internacional mais exigente.” afirma Rui Teixeira, Country Manager do ManpowerGroup Portugal. “Apesar da desaceleração observada em grande parte da Europa, a economia portuguesa mantém-se resiliente, sustentada pelo consumo privado, pelo investimento e execução do PRR e pelo dinamismo de setores como a construção, a indústria ou o retalho. Ao mesmo tempo, a incerteza geopolítica, o aumento dos custos energéticos e a menor dinâmica económica internacional estão a levar muitas organizações a reavaliar o ritmo dos seus planos de crescimento, com o consequente abrandamento nas contratações.”, conclui.

 

Construção & Imobiliário lidera perspetivas de contratação num contexto de abrandamento generalizado

Todos os setores analisados, exceto um, apresentam Projeções para a Criação Líquida de Emprego positivas. No entanto, estes resultados revelam um mercado de trabalho mais prudente, com todos os setores a registarem um abrandamento das intenções de contratação face ao trimestre anterior.

O setor de Construção & Imobiliário destaca-se com a Projeção para a Criação Líquida de Emprego mais elevada (+36%), revelando, no entanto, uma redução de dez pontos percentuais, face ao segundo trimestre.

Também com perspetivas de contratação sólidas, seguem-se os setores de Tecnologia & Serviços de IT (+32%), a Indústria (+24%) e o Comércio & Logística (+22%).

Em contrapartida, o setor de Tecnologia e Serviços de Informação, que integra Tecnologia & Serviços de IT, apresenta uma Projeção nula (0%), refletindo uma quebra de 20 pontos percentuais face ao trimestre anterior e de 36 pontos percentuais em termos homólogos.

Projeção de Emprego por Setor

 

Empregadores da Grande Lisboa e da Região Sul revelam as intenções de contratação mais otimistas

As intenções de contratação mantêm-se positivas em todas as regiões do país para os meses de julho a setembro de 2026. Apesar disso, na comparação com o período de março a junho, todas as regiões, exceto uma, revelam uma redução nas Projeções.

A Grande Lisboa e a Região Sul destacam-se com a Projeção para a Criação Líquida de Emprego mais elevada, ambos a fixarem-se nos +24%. Na Região Sul as intenções de contratação registam, no entanto, uma evolução negativa, com a Projeção a diminuir em nove pontos percentuais, enquanto que na Grande Lisboa se observa uma relativa estabilidade, com +2 pontos percentuais.

Outras regiões revelam sinais mais evidentes de desaceleração, nomeadamente a Região Centro, que regista a maior redução face ao trimestre anterior (-25 pontos percentuais), e o Grande Porto, com -20 pontos percentuais.

 

Pequenas e Médias Empresas mantêm intenções de contratação positivas, mas revelam sinais de maior prudência

A análise por dimensão empresarial antecipa intenções de contratação positivas para todas a categorias no terceiro trimestre de 2026.

As perspetivas mais sólidas pertencem às Grandes Empresas de até 1000 trabalhadores, que registam uma Projeção para a Criação Líquida de Emprego de +26%, e às Microempresas, que se fixam nos +25%, em crescimento de três pontos percentuais relativamente ao trimestre anterior. Apesar de manterem perspetivas de contratação positivas, as Pequenas e Médias Empresas revelam sinais de maior prudência.

 

América do Norte revela intenções de contratação sólidas enquanto Europa regista os níveis mais baixos dos últimos cinco anos

A Projeção para a Criação Líquida de Emprego global fixa-se nos +26% para o terceiro trimestre de 2026, registando uma diminuição de cinco pontos percentuais na comparação com o trimestre anterior. Apesar disso, mantém-se dois pontos percentuais acima do valor registado no mesmo período de 2025. O abrandamento das perspetivas de contratação assume um carácter generalizado, com 32 dos 41 países e territórios analisados a registarem uma diminuição das intenções de contratação face ao trimestre anterior.

 

O estudo trimestral do ManpowerGroup entrevistou 40.500 empregadores, em 42 países e territórios.O próximo estudo será divulgado em setembro de 2026 e divulgará as expectativas de contratação para o quarto trimestre de 2026.

[1] Projeção para a Criação Líquida de Emprego resulta da diferença entre a percentagem de empregadores que planeia aumentar a sua força de trabalho e a percentagem de empregadores que planeia reduzi-la.