A Geração Z e o Futuro do Trabalho
Tendências, Desafios e Estratégias para as Empresas
ManpowerGroup apresenta as tendências do mundo do trabalho para 2026
Há mais de uma década que o ManpowerGroup acompanha, em estreita colaboração com os seus clientes, as grandes forças estruturais que moldam o futuro do trabalho, colocando sempre o fator humano no centro da criação de valor. Em 2026, essa visão evolui para A Força da Humanidade, num contexto em que a aceleração tecnológica, a integração da Inteligência Artificial, as mudanças demográficas e a instabilidade global estão a redefinir profundamente a forma como trabalhamos, lideramos e criamos impacto.
O estudo identifica quatro forças determinantes — Super Equipas Híbridas, Reaprendizagem Rápida, Normas em Transformação e Crise de Sucessão — que se concretizam em 16 tendências-chave e refletem a visão do ManpowerGroup para o mundo do trabalho em 2026.
“As conclusões deste estudo reforçam a convicção de que, mesmo numa era dominada pela Inteligência Artificial, são as competências humanas, como o julgamento ético, a empatia, a criatividade e a capacidade de adaptação que continuam a diferenciar as organizações mais resilientes. Em 2026, o verdadeiro desafio não é apenas adotar tecnologia, mas garantir que esta amplifica o potencial humano e cria valor duradouro para empresas, trabalhadores e sociedade”, destaca Rui Teixeira, Diretor-Geral do ManpowerGroup Portugal.
Super Equipas Híbridas

O modelo tradicional de equipas hierárquicas está a dar lugar a super equipas híbridas, compostas por colaboradores, agentes de Inteligência Artificial, freelancers e profissionais contratados por projeto. Em vez de funções estáticas, o trabalho passa a ser organizado em torno de tarefas e objetivos, combinando os pontos fortes humanos com a eficiência e escala da tecnologia.
À medida que a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio e passa a integrar os fluxos de trabalho de forma ativa, as organizações são desafiadas a redefinir funções, reconfigurando-as para integrar os pontos fortes únicos dos trabalhadores humanos e dos componentes baseados em IA. Ao mesmo tempo, e à medida que a adoção da IA acelera, repensar modelos de liderança e garantir supervisão humana adequada serão fatores críticos. O risco de uma automatização excessiva, orientada apenas por ganhos de curto prazo, pode comprometer a experiência dos trabalhadores e a relação com clientes, tornando evidente que a tecnologia, por si só, não substitui o valor humano.
Paralelamente, a economia gig continua a acelerar, impulsionando modelos de “montagem rápida de talento”, em que equipas flexíveis são criadas para responder a necessidades específicas de negócio. Embora estes modelos tragam agilidade, levantam também desafios sociais e organizacionais, nomeadamente no acesso a benefícios, na progressão de carreira e na sustentabilidade dos rendimentos, exigindo novas abordagens por parte das empresas e dos decisores públicos.
Reaprendizagem Rápida
Num contexto de transformação contínua, a capacidade de aprender rapidamente torna-se o principal diferenciador no mundo do trabalho. A integração crescente da IA está a redefinir competências, funções e critérios de desempenho, colocando pressão sobre trabalhadores e organizações para atualizarem conhecimentos de forma constante.
A literacia em IA começa a ganhar contornos mais concretos, incluindo competências como a análise crítica de outputs de sistemas inteligentes, a engenharia de prompts e a implementação ética da tecnologia. No entanto, menos de metade dos trabalhadores recebeu formação recente, o que acentua o risco de aprofundamento das desigualdades de competências, sobretudo entre grupos tradicionalmente sub-representados.
Em paralelo, cresce a valorização das chamadas competências pré-industriais que permitem aos trabalhadores diferenciarem-se num ambiente cada vez mais automatizado. O investimento em upskilling deixa de ser opcional e passa a ser uma condição essencial para a produtividade, o bem-estar e a sustentabilidade das carreiras.
Normas em Transformação

As normas que sustentavam o mundo do trabalho estão a ser profundamente questionadas. A confiança nos líderes, nas instituições e nas organizações está a diminuir, num contexto marcado por incerteza geopolítica, disrupções climáticas e pressão social crescente. Esta erosão da confiança reflete-se na relação entre trabalhadores e empregadores, tornando a comunicação clara, consistente e baseada em dados um fator crítico.
As políticas de regresso obrigatório aos escritórios ilustram esta tensão. Embora a colaboração presencial continue a ser relevante para a inovação, abordagens rígidas têm vindo a resultar em perda de talento, sobretudo entre profissionais de elevado desempenho e grupos mais sensíveis à flexibilidade, como as mulheres. As organizações enfrentam, assim, o desafio de equilibrar produtividade, bem-estar e retenção, utilizando dados internos para informar decisões mais ajustadas à realidade de cada equipa.
Simultaneamente, agravam-se os desequilíbrios na equidade, com muitos trabalhadores da linha da frente a enfrentarem dificuldades económicas, necessidade de múltiplos empregos e menor acesso a oportunidades de progressão. A equidade salarial, a transparência e os benefícios de bem-estar assumem um papel central na resposta a estas transformações.
Crise em Sucessão
As alterações demográficas estão a intensificar uma crise de sucessão nas organizações. O envelhecimento da força de trabalho, a escassez de talento qualificado e a diminuição do interesse por cargos de liderança estão a criar carências críticas, sobretudo em funções intermédias e séniores responsáveis por supervisionar sistemas baseados em IA.
Ao mesmo tempo, os diplomas académicos deixam de ser uma garantia de empregabilidade, enquanto as funções técnicas e operacionais ganham relevância como percursos de formação e de carreira. As organizações são desafiadas a repensar os seus critérios de recrutamento, a investir em percursos de aprendizagem prática e a estabelecer ligações mais precoces com estudantes e jovens profissionais.
A perda de conhecimento associada às reformas dos profissionais séniores continua a ser um risco estrutural. Sem mecanismos eficazes de transferência de conhecimento e mentoria, décadas de experiência podem perder-se, comprometendo a resiliência das organizações. Neste contexto, preservar o capital humano, desenvolver novas lideranças e criar modelos de carreira mais flexíveis torna-se essencial para garantir continuidade, inovação e crescimento sustentável.
Saiba como estas tendências estão a transformar o mundo do trabalho e o que significam para o futuro das organizações e das pessoas. Preencha o formulário para aceder ao estudo completo.
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