Intenções de contratação em ligeira subida após mínimo histórico do terceiro trimestre  


    ManpowerGroup Employment Outlook Survey: 4º trimestre 2020
     
    • A Projeção para a Criação Líquida de Emprego é de +2%, uma recuperação de onze pontos percentuais face ao trimestre anterior
    • O setor público antecipa o maior aumento nas intenções de contratação, com uma Projeção de +13%, em contraste com o pessimismo da Construção, com -9%
    • Empregadores da região Sul anteveem o mercado de trabalho regional mais fraco, mas Centro e Norte passam a terreno positivo
     
    O estudo ManpowerGroup Employment Outlook Survey aponta para um crescimento lento da força de trabalho em Portugal, no último trimestre de 2020. Perante o contexto atual, os empregadores portugueses revelam-se cautelosos e apenas 11% preveem aumentar as contratações entre outubro e dezembro. A nível nacional, a Projeção para a Criação Líquida de Emprego é de +2%, um valor que sobe 11 pontos percentuais face ao trimestre anterior mas permanece oito pontos abaixo do registado no período homólogo de 2019.
    Num universo de 440 empresas portuguesas inquiridas, 9% dos empregadores anteveem uma diminuição da força de trabalho e 71% não avançam qualquer alteração.

    “Os resultados do estudo para o quarto trimestre traduzem um otimismo cauteloso, como consequência dos efeitos do fim do lockdown e da gradual retoma da “normal” atividade de setores e empresas. Não obstante, a destruição de emprego provocada pela crise de saúde é significativa, como atesta o aumento em quase 92 mil inscritos nos centros de emprego, desde o passado mês de fevereiro. Mas sabemos que esta é uma situação que não afeta todos da mesma forma. Os trabalhadores de funções mais indiferenciadas, em setores como a Restauração e Hotelaria, o Imobiliário ou o Retalho estão entre os principais afetados pela perda emprego, enquanto que áreas de Transformação Digital, de Cibersegurança ou de E-commerce, estão a crescer e a necessitar de talento com as skills certas. Agudiza-se assim o cenário de desencontro de competências, algo que na ManpowerGroup temos claramente identificado há vários anos.” afirma Rui Teixeira, Chief Operations Officer da ManpowerGroup Portugal.
    “Este é um dos grandes desafios de empresas e governos na gestão do pós-pandemia. E a solução exige o compromisso de todos – empresas, instituições e trabalhadores. A transformação digital das empresas, tornando-as mais resilientes a um contexto VUCA, acompanhada pela formação e requalificação de trabalhadores, cujo foco deverá passar pelo desenvolvimento e aprendizagem ao longo de toda a sua carreira, são passos fundamentais para a saída da crise económica e para a criação de bases de desenvolvimento sustentável para as empresas portuguesas."  

     

    Setor da Construção é o mais pessimista
    Durante o próximo trimestre, é esperado um aumento da força de trabalho em quatro dos sete setores de atividade analisados. O setor das Finanças e Serviços apresenta o maior crescimento nas intenções de contratação, com uma Projeção para a Criação Líquida de Emprego de +12% e um aumento de 31 pontos percentuais em comparação com o trimestre anterior. Não obstante este valor está ainda oito pontos percentuais aquém do valor registado no período homólogo do ano passado.

    O setor de Outras Atividades de Serviços, apresenta uma  previsão de +8%, registando uma subida de 10 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. Este crescimento é fortemente alimentado pelo subsector Público que, com uma Projeção de +13%, ostenta o ritmo de contratações mais elevado de todos os setores analisados, à semelhança do que já tinha acontecido no trimestre passado. 
     
    O setor do Comércio Grossista e Retalhista, com uma Projeção de +5%, recupera 15 pontos percentuais face ao trimestre anterior, quando atingiu o valor mínimo histórico. Não obstante, está ainda 4 pontos percentuais abaixo do valor avançado para os últimos três meses de 2019.

    Tanto o setor Industrial como o setor dos Transportes, Logística e Comunicações, apresentam planos de contratação estáveis, com Projeções de 0%. Não obstante, na Indústria observamos sinais otimistas, com um crescimento com respeito às projeções declaradas tanto no trimestre passado, como no período homólogo de 2019, subindo 12 e de 2 pontos respetivamente.
    Apesar de não terem parado durante o pico da pandemia, os empregadores da Construção são agora os mais pessimistas, em resultado de uma redução na carteira de encomendas, tanto a nível do investimento privado, como em contratos de empreitadas de concursos públicos. Este setor revela as intenções de contratação mais fracas, desde o início deste estudo, há quatro anos. A Projeção para a Criação Líquida de Emprego é de -9%, um valor 3 e 25 pontos percentuais abaixo do relatado no trimestre anterior e no quarto trimestre de 2019, respetivamente.
    Os empregadores do setor de Restauração e Hotelaria, particularmente afetado pela pandemia, alinham pela mesma bitola e avançam com previsões de -8%, 21 pontos percentuais mais forte que no período de julho a setembro, mas 21 pontos abaixo do valor registado no mesmo trimestre do ano passado.

    Mais otimismo na Região Centro e nas Medias e Grandes Empresas 
    Em termos geográficos, preveem-se ganhos na força de trabalho em duas das três regiões portuguesas, nos próximos três meses. A previsão regional mais forte, de +8%, é relatada no Centro e representa uma subida de 16 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, mas uma quebra de cinco pontos percentuais face ao ano anterior.
    No Norte, os empregadores esperam um ritmo de contratação lento e indicam uma Projeção de +3%, que melhora em 12 pontos percentuais as perspetivas de contratação face ao trimestre anterior, mas ainda fica oito pontos abaixo do mesmo período de 2019.
    O impacto da redução no turismo afeta de forma significativa a região Sul, com os empregadores a antecipar o mercado de trabalho regional mais fraco, com uma Projeção de -9%, a mais baixa desde o início deste estudo. Este valor traduz uma queda de cinco e de 11 pontos percentuais em relação ao período anterior e ao último trimestre de 2019. 
    No que diz respeito ao tamanho das empresas, três das quatro categorias analisadas esperam ganhos na sua força de trabalho durante o próximo trimestre. O mercado de trabalho mais forte é antecipado pelos empregadores das Grandes e Médias empresas, que relatam uma Projeção para a Criação Líquida de Emprego de +6%. Já as Pequenas Empresas apontam para uma Projeção de +4%, enquanto as Microempresas indicam planos de contratação mais pessimistas, com -3%.

    Intenções globais de contratação em recuperação
    A nível global, os empregadores de 22 dos 43 países e territórios analisados esperam aumentar a sua força de trabalho durante os próximos três meses. Em 16 países os empregadores contam reduzir as contratações e em cinco não é esperada qualquer alteração.
    As intenções de contratação mais fortes são relatadas em Taiwan, EUA, Turquia, Japão e Grécia, enquanto as mais fracas são esperadas no Panamá, Costa Rica e África do Sul.
    Na Europa, duas das três maiores economias antecipam ganhos lentos nas contratações. Em França, uma Projeção de +3% permite encarar o último trimestre do ano com mais otimismo, enquanto que na Alemanha, à semelhança de Portugal, os empregadores relatam planos de contratação cautelosos, de +2%. Em ambos países, a recuperação é impulsionada pelo crescimento da força de trabalho previsto nos setores da Construção e Finanças e Serviços, enquanto que o setor Industrial recupera lentamente, com Projeções de -3% e 1% respetivamente.
    Em Itália, os empregadores continuam a evidenciar perspetivas de contratação moderadas, com uma Projeção de -1%, tal como os empregadores espanhóis, que apontam perspetivas de -3%.  
    Finalmente, no Reino Unido, os empregadores continuam a relatar uma queda significativa no mercado de trabalho, com uma Projeção de -8%. 
     
    O estudo trimestral da ManpowerGroup recolheu as intenções de contratação de mais de 38.000 empregadores em 43 países e territórios, tendo as entrevistas sido realizadas durante as circunstâncias excecionais do surto de Covid-19. Os resultados da pesquisa para o quarto trimestre de 2020 provavelmente refletirão o impacto da emergência global de saúde e a subsequente paralisação económica em muitos países. Toda a informação pode ser consultada em www.manpowergroup.com/meos 
    O próximo ManpowerGroup Employment Outlook Survey será divulgado a 8 de dezembro de 2020 e revelará as perspetivas do mercado de trabalho para o primeiro trimestre de 2021.

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